O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado federal José Dirceu cobrou esclarecimentos do BC (Banco Central) após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada na última terça-feira (18). Nas redes sociais, Dirceu afirmou que “há impunidade e irresponsabilidade”.
“Está faltando alguém nas investigações e, principalmente, na transparência, no esclarecimento da opinião pública, dos eleitores e eleitoras, e dos contribuintes, dos que pagam imposto, nesse caso ruboroso do Banco Master. É o Banco Central”, começou o ex-ministro em vídeo publicado em seu Instagram.
Dirceu questionou desde o impacto financeiro da liquidação — que interrompe o funcionamento da instituição e promove a sua retirada do SFN (Sistema Financeiro Nacional) —, até o surgimento de “tantas” fintechs e a infiltração do crime organizado nessas empresas.
“Como é possível oferecer juros de 25%, 30% ao ano? Aliás, como é possível manter uma Selic de 15%, juro reais de 10% no mundo e ninguém paga mais que 2,5% de juro real. Isso levará o país a uma gravíssima crise. É hora de deter. Há impunidade e há irresponsabilidade”, acrescentou.
Após a liquidação do Banco Master, investidores com até R$ 250 mil possuem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e, acima desse valor, entram na massa a ser liquidada.
Segundo o BC, não há como prever prazos ou valores a serem devolvidos.
Para o ex-deputado, o Senado “tem obrigação de convocar a direção do Banco Central para prestar esclarecimentos”.
“Não só sobre o Banco Master, mas o que está acontecendo no sistema financeiro brasileiro, a ponto de o PCC [Primeiro Comando da Capital] se infiltrar em fintechs e ao ponto de todo mundo se dar conta de que não há, na verdade, uma verdadeira fiscalização. O Banco Central tão ansioso de manter o juros, parece que que não é ansioso de manter a fiscalização sobre o mercado financeiro”, finalizou.
A CNN Brasil questionou o Banco Central sobre as declarações do ex-ministro e aguarda retorno.
Fonte: CNN Brasil