O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quinta-feira (11), que o país não pode se esquecer da pandemia de Covid-19, ocorrida durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em discurso durante um evento em Belo Horizonte, Lula disse que “se o país tivesse um presidente decente” naquela época e também um “ministro da Saúde de qualidade”, “não tinham sido enterradas em saco preto, mais de 700 mil pessoas por causa da Covid”.

Mais cedo, em um outro evento ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula duvidou que o mesmo aconteceria se ele fosse o presidente naquela época.

“Se eu fosse presidente da República naquela época e o Padilha fosse ministro da Saúde, eu duvido que a gente não tivesse salvo 70%, 80% das pessoas que morreram por falta de vergonha, de responsabilidade de um presidente que ficava na televisão imitando as pessoas que estavam com Covid, tossindo e zombando da saúde das pessoas que morreram nesse país”, declarou Lula.

O mandatário criticou ainda Bolsonaro, ao afirmar que ele “não governava”.

“Porque o cidadão que governava esse país, ele não governava, ele brincava de contar mentira. A única coisa que ele fazia era liberar arma para fazer com que o crime organizado tivesse mais armado nesse país, era assim esse país”.

Em setembro, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu um inquérito contra Bolsonaro com base em parecer da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid.

De acordo com o ministro, o documento elaborado ao final da comissão apresentou indícios de crimes e continha os requisitos legais necessários para a instauração de Inquérito Policial.

O relatório citava mais de 80 vezes Bolsonaro, atribuia a ele o cometimento de dez crimes e pedia que fosse afastado de todas as redes sociais para a “proteção da população brasileira”.

O documento defendia ainda que o ex-presidente fosse acusado de ter cometido crimes contra a humanidade nos casos do colapso do oxigênio em Manaus, nas investigações envolvendo a operadora Prevent Senior e nas apurações de crimes contra povos indígenas.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa ou representante de Bolsonaro. Ele está preso desde o último mês na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília, cumprindo sua pena de 27 anos e três meses na ação que apurou um plano de golpe de Estado em 2022.



Fonte: CNN Brasil