O diretor da CIA, John Ratcliffe, revelou que a agência de inteligência americana executou uma “campanha de engano” para resgatar o piloto de um caça F-15 que estava desaparecido no Irã. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva na Casa Branca nesta segunda-feira (6).

Segundo Ratcliffe, a operação foi extremamente complexa e envolveu táticas de distração para confundir as forças iranianas que também buscavam o aviador americano. “Além dos ativos humanos e técnicos destacados pelo presidente Donald Trump para achar o nosso homem, a CIA executou uma campanha de engano para confundir os iranianos”, afirmou o diretor.

O diretor da CIA explicou que o piloto americano, que não teve sua identidade revelada, passou duas noites escondido em uma caverna, armado, e tentando se proteger de uma possível captura. Ratcliffe comparou a missão de resgate com “caçar um pequeno grão de areia no meio do deserto”.

Operação de resgate bem-sucedida

A confirmação da localização do piloto ocorreu na manhã de sábado (4), quando a CIA conseguiu verificar que ele estava vivo e escondido “numa fenda na montanha, ainda invisível ao inimigo”. O resgate foi executado na noite do mesmo dia, após autorização de Trump.

“Foi uma corrida contra o relógio e foi crítico que nós tenhamos conseguido localizar esse aviador rapidamente”, destacou Ratcliffe, acrescentando que os iranianos ficaram “envergonhados” com o sucesso da missão de resgate. Atualmente, o piloto está se recuperando em uma base americana no Kuwait.

Durante a coletiva, o diretor da CIA também elogiou os profissionais envolvidos na operação, ressaltando a “engenhosidade e a bravura daqueles que a executaram”, bem como a liderança do presidente que ordenou o trabalho. Ratcliffe enfatizou que a missão foi realizada “sem falhas” apesar de sua complexidade.



Fonte: CNN Brasil