A inédita classificação de Luisa Stefani para a final de duplas femininas de Wimbledon é resultado de um trabalho que vai muito além das horas em quadra. Responsável por acompanhar a brasileira desde 2022, o fisioterapeuta Ricardo Takahashi afirma que a disciplina da tenista é um dos pilares da campanha histórica no Grand Slam britânico.

“A Luisa é muito profissional. É uma das atletas com quem tive a oportunidade de trabalhar que mais se dedica não apenas aos treinamentos, mas também ao descanso, à alimentação e ao investimento em uma equipe completa. Ela faz por merecer tudo o que está conquistando”, afirma Takahashi.

Segundo o especialista, a rotina durante os torneios envolve um planejamento detalhado antes e depois de cada treino ou partida.

“Quando acompanhamos a Luisa, fazemos um trabalho de mobilidade e ativação muscular antes de ela entrar em quadra, sempre em conjunto com a preparação física. Depois dos treinos e dos jogos, iniciamos todo o processo de recuperação, com mobilização articular, liberação muscular e outros recursos para que ela tenha as melhores condições de competir novamente no dia seguinte”, explica.

Takahashi também participou da recuperação de Stefani após a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito, sofrida durante o US Open de 2021. Segundo ele, o retorno às quadras só foi possível porque todas as etapas da reabilitação foram respeitadas.

“Desde o início, deixei claro que precisávamos confiar no processo. O protocolo previa cerca de um ano de recuperação a partir da cirurgia, sem antecipar o retorno às quadras. Sabíamos da importância de respeitar esse prazo para que ela voltasse a competir em alto nível”, relembra.

O planejamento deu resultado. Desde que retornou ao circuito, Luisa Stefani conquistou o título de duplas mistas do Australian Open de 2023 e, apenas em 2026, já faturou três torneios ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. Agora, disputa pela primeira vez a final de Wimbledon e já assegurou a quarta colocação no ranking mundial de duplas, mantendo chances de assumir a liderança da classificação ao lado da parceira.



Fonte: CNN Brasil