A Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) reuniu, nesta segunda-feira (10), em São Paulo, representantes de empresas do setor para discutir os desafios e as inovações do mercado brasileiro.
O grupo de trabalho na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) reuniu os porta-vozes Luiz Carlos Dutra, presidente da associação; Cristiana Arcangeli, empreendedora do setor de beleza e bem-estar e fundadora de empresas como Phytoervas e Éh Cosméticos, além de pioneira no uso de cosméticos comestíveis no Brasil; Gustavo Dieamant, diretor-executivo e Líder de P&D do Grupo Boticário; e Bruno Rios gerente-geral de Cosméticos e Saneantes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Ao CNN Money, Dutra defendeu a reforma tributária como impulsionador do setor representado pela Abihpec.
“O setor foi um dos que mais apoiaram a reforma. Tivemos várias revisões e desonerações em categorias importantes. Acreditamos que a reforma tributária vai ser fundamental”, disse Dutra.
O segmento mantém sua posição como terceiro maior mercado mundial, representando 2% do PIB brasileiro e dominando 45% do mercado latino-americano, o que o consolida como um dos mais inovadores globalmente. Além disso, o país ocupa a quarta posição global em inovação, contando com importantes players locais e mundo afora.
O presidente da associação defendeu a atuação da Abihpec para fortalecer os produtos brasileiros no exterior e parceria de mais de 20 anos com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
“Temos hoje quase 200 empresas participantes, com cerca de 15 feiras internacionais e vemos cada vez mais uma representatividade e receptividade do mercado brasileiro.”
No âmbito regulatório, Arcangeli pontou os desafios de trazer novos produtos que desafiam o status quo do mercado, e disse que teve dificuldades de aprovação por parte da Anvisa e Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) – a vigilância a nível municipal.
Sobre isso, Bruno Rios ressaltou a necessidade de mais diálogo entre agências a indústria para “unificar a linguagem”, e afirmou que a Anvisa tem um maior poder de acelerar os processos de liberação do que anos atrás.
Gustavo Dieamant, do Grupo Boticário, trouxe como um dos desafios do setor a relação custo-inovação, e o papel das grandes empresas, como Boticário, que é “desbravar novos caminhos e fornecedores para que essa cadeia esteja habilitada”.
“Quando o custo existe, a gente tenta achar alternativas de outras formas – aumenta custo da embalagem, então negocio matéria-prima de formulação, decoração etc; vou fazendo um ‘bem bolado’ para tornar o produto mais acessível ao consumidor [sem aumento drástico de preço]”, disse Dieamant.
Fonte: CNN Brasil