Um estudo realizado pelo Núcleo de Estudos de Violência da USP revela que o Comando Vermelho (CV) mantém operações ativas em 25 estados brasileiros, demonstrando sua ampla influência no cenário criminal do país. A análise é de Pedro Venceslau, no CNN 360°.

“A organização criminosa opera através de um sistema de franquias, estabelecendo alianças com facções locais que mantêm autonomia em suas operações, mas respeitam uma hierarquia específica para aquisição de drogas e armamentos. Essas compras são realizadas de forma conjunta, principalmente de fornecedores do Paraguai, Bolívia e Colômbia”, explica Pedro.

Diferenças estratégicas entre facções

“O CV mantém uma estratégia focada no domínio territorial, diferentemente do Primeiro Comando da Capital (PCC), que evoluiu para um modelo de operação similar ao de uma multinacional do crime”, ressalta o analista. Esta distinção explica a menor ocorrência de confrontos territoriais em São Paulo, onde o PCC tem maior presença.

Os conflitos entre facções têm gerado episódios de violência em diversos estados. No Ceará, por exemplo, disputas entre grupos locais como os Guardiões do Estado e a Massa Carcerária refletem os embates que ocorrem no Rio de Janeiro entre o CV e o Terceiro Comando Puro.

A expansão do CV tem sido motivo de preocupação para as autoridades de segurança pública, que buscam conter o crescimento da organização. “A complexa logística estabelecida pela facção inclui não apenas o controle territorial, mas também operações de lavagem de dinheiro, embora em escala menor que o PCC”, conclui Pedro.



Fonte: CNN Brasil