Os bastidores da política de Limoeiro do Norte estão cada vez mais movimentados. Pelos corredores da Câmara Municipal e até mesmo da Prefeitura, cresce o burburinho de que a prefeita Dilmara Amaral enfrenta um desgaste crescente com vereadores da sua base de apoio e lideranças políticas que contribuíram para sua eleição.
Passadas as eleições, o clima de festa se dissipou, dando lugar a cobranças e insatisfações. De acordo com informações obtidas junto a fontes ligadas ao Legislativo, a prefeita tem feito inúmeras exigências aos vereadores, sem, no entanto, apresentar as devidas contrapartidas. O descontentamento se agrava com a atuação do marido da prefeita, o dentista Wilson Loures, apontado como figura central nas decisões administrativas. Segundo relatos, Loures conduz a gestão municipal como se fosse uma extensão da sua residência, impondo sua vontade com o aval da prefeita.
À medida que se aproxima o pleito eleitoral de 2026, as articulações políticas começam a tomar forma. Como é comum na política local, a prefeita tenta manter seus aliados sob controle, exigindo fidelidade aos seus candidatos ou aos nomes indicados por seu grupo político. Ocorre, porém, que parte dos vereadores, cansados de promessas não cumpridas, já ensaiam movimentos de ruptura. Um exemplo emblemático é o do vereador Cabo Rubem, que foi líder do governo na Câmara, contribuiu diretamente para a ascensão da prefeita em 2023, como inteirina, mas hoje atua na oposição, cobrando respostas da administração municipal para as demandas da população.
Nos últimos dias, surgiram informações de que outros vereadores seguem o mesmo caminho de independência política. Entre eles estão Márcio Michael, Valdir do Suburbão, Lauro Gardenio, Professor Márcio e, mais recentemente, Elizete. Todos estariam construindo articulações próprias junto a lideranças estaduais e federais, demonstrando descontentamento com a condução da gestão municipal.
O episódio envolvendo o vereador Mixico também é citado nos bastidores como exemplo de retaliação política. Após ter uma foto divulgada ao lado de um pré-candidato que não pertence ao grupo da prefeita, materiais de uma praça em sua comunidade foram misteriosamente removidos pela gestão municipal. O caso gerou forte repercussão negativa, e, em seguida, a prefeita apareceu em imagens institucionais tentando mostrar uma suposta “união” entre a administração e o parlamentar, o que, segundo fontes ligadas, não corresponde à realidade.
Como diz o ditado popular, “quem bate esquece, quem apanha não”. O cenário político em Limoeiro do Norte sinaliza fissuras importantes no grupo que ajudou a eleger Dilmara Amaral. E nos próximos meses, esse afastamento pode se consolidar, com novos capítulos de embates e articulações políticas.
A coluna política do Limoeiro Agora seguirá acompanhando de perto o desenrolar desses acontecimentos e o possível racha entre a prefeita e seus antigos aliados.
Fiquem atentos.
Fonte: redação