O presidente dos EUA, Donald Trump, rompeu com Marjorie Taylor Greene, uma de suas apoiadoras mais próximas, após a congressista pressionar pela divulgação de documentos relacionados ao caso Epstein.
“Estou retirando meu apoio e endosso à congressista Marjorie Taylor Greene“, disse o líder republicano em uma publicação nas redes sociais na sexta-feira (14), acrescentando que Greene, que concorre à reeleição em 2026, “se tornou extremamente à esquerda”.
Trump chamou Greene de “lunática delirante” ao dizer que a deputada está chateada após não ter mais retorno de suas ligações.
“Ela já disse a muitas pessoas que está chateada porque eu não retorno mais suas ligações, mas com 219 congressistas, 53 senadores, 24 membros do gabinete, quase 200 países e uma vida normal para levar, não posso receber ligações diárias de uma lunática delirante.”
O embate marca uma ruptura política que vinha se consolidando há semanas após críticas de Greene ao presidente dos EUA em várias frentes.
Quem é Marjorie Taylor Greene
Nascida no Condado de Baldwin, na Geórgia, a deputada republicana Marjorie Taylor Greene (51) já foi uma aliada leal do presidente americano, Donald Trump.
Marjorie se formou na Universidade da Geórgia, onde obteve o diploma de bacharel em Administração de Empresas em 1992.
Ela foi eleita para a Câmara dos Representantes pelo Partido Republicano em 3 de janeiro de 2021 e permanece até o momento.
Marjorie foi uma das deputadas nomeadas para conduzir o processo de impeachment do então Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Alejandro N. Mayorkas, em 2024.
Durante as eleições presidenciais de 2024 nos EUA, Marjorie apoiou Trump a um novo mandato na Casa Branca e atuou como defensora do movimento MAGA (Make America Great Again).
Nas últimas semanas, Greene adotou posições contrárias à Casa Branca e a alguns de seus colegas republicanos.
Greene classificou a guerra em Gaza como um “genocídio” e elogiou a ex-presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, do Partido Democrata, por sua “carreira incrível”. Trump, por sua vez, considerou Pelosi “maligna”.
A deputada classificou a implementação das tarifas de Trump como “turbulenta” e afirmou que as empresas têm tido dificuldades para se adaptar.
Ela discorda da afirmação do presidente americano de que a inflação está sob controle e disse que os republicanos precisam de um plano para lidar com os custos da saúde.
Greene afirmou acreditar que o governo Trump deveria divulgar todos os registros que possui sobre o caso do falecido Jeffrey Epstein, o criminoso sexual condenado.
“Não sou uma espécie de escravo cego do presidente, e não acho que ninguém deva ser”, disse Greene à NBC News no mês passado.
Fonte: CNN Brasil